sábado, 13 de abril de 2013

TRAVESSURAS


Às vezes na mais pura e lúdica travessura.
Eu consigo ser ainda mais criança do que fui.
Todas as marcas nunca vão desaparecer.
Na verdade sou ainda uma menina.
Engatinhando no tapete de sonhos.
Correndo riscos e querendo crescer.
Quando é preciso correr eu caminho devagar.
Antes de correr eu brinco com a vida.
Abro baús e arcas e entro nos contos de fadas.
Borboleteio nas minhas ilusões.
O tempo que já não é tão lento.
Empurra-me como um vento bravo.
Parece estar contrariado com o riso na minha face.
Eu faço travessuras e mantenho a alma calma.
E cochilo com paciência, mas nada amenizo.
No entanto brinco. Sou travessa.
Essa coisa toda minha sou eu em mim.
E a menina em mim é a minha deusa interior.


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